MADRE LEÔNIA MILITO

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MADRE LEÔNIA MILITO

Maria Milito nasceu no dia 23 de Junho de 1913 em Sapri, na Itália. Foi batizada no dia 20 de Julho do mesmo ano, pelo pároco, Padre Michele Immediatiz, na Paróquia da Imaculada Conceição; e recebeu o nome de Maria Milito. Seus pais foram Gabriele Milito e Ana Maria Grise Milito. A família era formada por quatro irmãos e uma outra irmã. Maria foi educada na fé cristã pelos seus pais, pessoas profundamente religiosas.

Foram seus padrinhos os tios: Lúcia Milito e Giuseppe Pasquale.

No ano de 1914, o pai foi para a primeira guerra mundial, e a mãe ficou com a inteira responsabilidade da família e cuidando de seus filhos.

Devido a isso, ainda muito pequenina, com apenas dois ano de idade foi levada para Trecchina, pequena aldeia situada numa montanha, onde sob a tutela dos avós maternos Michele e Michelina, aí permaneceu até ao final da guerra (1918). Voltando à casa paterna, com cinco anos de idade, foi matriculada no Jardim de Infância das “Pobres Filhas de Santo Antônio”.

Em 1919, iniciou a escola do ensino básico e em 1922, começou a estudar música. Estudou piano até o seu ingresso na vida religiosa.

No dia 13 de julho de 1920, recebeu a primeira comunhão e experimentou uma grande alegria: aquela de ter recebido o seu Deus e Senhor na Hóstia Consagrada. No dia 20 de Agosto de 1921, recebeu o sacramento da Confirmação na Igreja da Imaculada. Desde pequenina Maria revelava um grande amor a Deus e ao próximo; e ainda adolescente ouviu o chamado de Deus para a vida religiosa missionária. Ouçamos o seu próprio relato de como isso aconteceu:

“Aos 16 anos de idade, participei de um retiro pregado às militantes da Ação Católica, no qual ouvi dos lábios do sacerdote uma frase muito significativa: “Quem tem tempo não espera tempo”.

Não tinha, ainda, perguntado a mim mesma qual seria o meu caminho, a minha direção. Era tranquila e feliz entre os meus pais e irmãos, que me devotavam mito afeto!

De repente, pareceu-me sentir alguma coisa de estranho no meu íntimo. Senti que devia dedicar a minha vida a serviço de todos os irmãos e não de uma só família”.

Depois de um longo processo de discernimento, tendo acolhido o chamado de Deus para segui-lo e “fazer-se religiosa e religiosa missionária”, Maria Milito, com 21 anos ingressou na vida religiosa no dia 18 de junho de 1935.

Maria Milito tinha o desejo de anunciar o Evangelho no mundo inteiro e sentiu-se chamada para alargar os horizontes missionários da Congregação a que pertencia além de sua Pátria. Por isso, em resposta aos apelos do Papa Pio XII, em 1954, foi enviada por seus superiores ao Brasil como delegada das missões em terra brasileira.

Sua grande preocupação com a evangelização e com as pessoas mais pobres fez com que, no dia 19 de março de 1958, na cidade de Londrina – Paraná, juntamente com Dom Geraldo Fernandes, iniciasse uma congregação religiosa, denominada Missionárias de Santo Antônio Maria Claret. Seu ideal era convidar pessoas que tivessem esta mesma inquietação a participar de seu projeto, que tinha como objetivo fazer com que todos os povos conhecessem Jesus e que os pobres fossem acolhidos, promovidos e reconhecidos em sua dignidade de filhos de Deus. 

Seu trabalho missionário não conheceu limites ou fronteiras. Com suas irmãs percorreu o mundo e instalou centros de ação apostólica e social nos cinco continentes. Mulher incansável, deixou-nos um legado espiritual e apostólico capaz de continuar animando novas gerações a darem continuidade à sua grande obra. Em seus escritos ela expressa bem sua preocupação com a seara do Senhor: “A missionária é a resposta ao lamento de Cristo sobre a escassez de operários para sua vinha, é a resposta ao sonho de unidade entre todos os povos, é o apelo a abrir os braços para estreitar todas as criaturas com a ternura de Jesus Cristo”. 

Amante de Jesus Eucaristia, dinâmica e ousada na missão, peregrina em direção aos irmãos, a morte a encontrou a caminho: “E onde poderia encontrá-la senão percorrendo estradas em direção aos irmãos mais necessitados?”

Vítima de um acidente automobilístico, no dia 22 de julho de 1980, voltou para a Casa do Pai.

Em março de 1998, na Arquidiocese de Londrina, deu-se a abertura do processo de canonização de Madre Leônia e no dia 27 de outubro de 2003, tendo sido encerrada a fase arquidiocesana o processo foi introduzido na Congregação para a Causa dos Santos, em Roma.

Para ela, “santidade não é senão amor”. Foi assim que a Serva de Deus Madre Leônia “consumiu sua vida iluminando”, na bondade e na alegria. (Madre Leônia Milito. Uma missionária para o nosso tempo). 

 

Ir. Zenaide Teodoro da Silva. Mc

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