
Esse é um testemunho de uma jovem família que andou por caminhos de muita provação e fé nos últimos 16 meses. Fabiana e André Augusto de Oliveira se conhecem desde 2011, casaram-se e tiveram dois filhos – Marina de 3 anos, é uma menina saudável e o Antônio. Nossa experiência de fé, girará em torno do pequeno Antônio.
Durante a gravidez de Antônio, Fabiana descobriu que havia contraído citomegalovírus, uma infecção congênita e que, segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, até 1% das estações vão apresentar uma infecção pelo citomegalovírus. Esse vírus é causa de grande preocupação nas gestantes, já que pode deixar graves sequelas no bebê, aumentar as chances de malformações fetais e abortamento. Além disso, sabe-se que, ainda no útero, o citomegalovírus pode provocar calcificações intracranianas, hidropsia fetal, alteração no desenvolvimento cerebral e microcefalia, aumento de líquido nos ventrículos, acúmulo de líquido ao redor do cérebro, restrição de crescimento. Após o nascimento, a doença pode causar na criança a gradativa perda da audição, o aumento do fígado e do baço, icterícia, convulsões, dentre outros.
Fabiana foi diagnosticada ainda no primeiro trimestre da gravidez, gerando certa aflição e receio sobre o que estaria por vir durante a gestação. O nome Antônio foi inspirado da trezena de Santo Antônio a quem o casal recorria em suas orações. Clamavam para que o menino não sofresse e não tivesse complicações. A gestação, dentro de suas limitações, desenvolveu-se bem. Ocorre que na 34ª semana, durante exame de ultrassom de rotina, os médicos detectaram líquido no pulmão de Antônio, decorrente, possivelmente, da infecção pelo citomegalovírus. Fabiana iniciou o tratamento para amadurecimento dos pulmões de Antônio, já antevendo a necessidade um parto prematuro.
Com 36 semanas, o líquido nos pulmões aumentou e Fabiana precisou enfrentar um parto de emergência. Fabiana deu vida ao frágil Antônio.
Antônio veio ao mundo, não estava respirando e logo foi entubado, na sala de parto, e, logo em seguida, foi encaminhado para a UTI neonatal, onde permaneceu por um longo período. Os médicos não conseguiram fechar o diagnóstico e Antônio já estava com dois drenos de tórax que, recorrentemente, entupiam e infeccionavam, além das sepses quem, vez ou outra, acometiam o corpo de Antônio. Os pais intensificaram as orações, sobretudo, recorriam às constantes orações à Coroa das Lágrimas, a São Miguel Arcanjo, ao Cerco de Jericó. Durante a Quaresma, acordavam muito cedo para rezar.
Enquanto isso, a pequena Marina questionava aos pais sobre o irmãozinho, ao que explicavam que ele estava muito doente. Marina, desde tão cedo, mas sempre acompanhada de familiares, observava as idas e vindas dos pais.
Os pulmões continuavam a acumular líquido (derrame pleural) e os médicos ainda desconheciam a causa. Aventaram a possibilidade de fazer uma cirurgia exploratória, porque
os médicos acreditavam que o citomegalovírus não era o agente causador do quadro clínico de Antônio, mas sim, que poderia ser alguma doença rara que estava acometendo a saúde do pequeno Antônio.
O casal, sempre em oração e em contato com diversas pessoas, optou por buscar outras formas para conseguir um diagnóstico. Submeteram Antônio a uma coleta de exame genético, que seria analisado por um laboratório em São Paulo. Nessa época, descobriram que em Curitiba conseguiriam fazer um outro exame menos invasivo no pequeno Antônio e que poderia levar a um diagnóstico. Tratava-se da ressonância dos vasos linfáticos. O casal, contudo, precisou aguardar Antônio estabilizar seu quadro de saúde. Isso porque,
Antônio, com quase dois meses, apenas recebeu alimentação enteral (diretamente na veia), estava desnutrido, de jejum e, em razão das muitas infecções, esteve sempre medicado com fármacos fortes para mantê-lo vivo e amenizar suas dores.
Assim que o quadro de saúde de Antônio estabilizou, André, Fabiana e Antônio deixaram o hospital em Londrina e deslocaram-se para o hospital de Curitiba. Fizeram a ressonância dos vasos linfáticos em Curitiba e, juntamente com o resultado do exame genético emitido pelo laboratório de São Paulo, enfim, fecharam o diagnóstico: Antônio portava uma malformação dos vasos linfáticos do tórax – uma agenesia do ducto torácico, causado por uma mutação do gene EPHB4, extremamente rara. O hospital de Curitiba pesquisou casos parecidos e descobriram um case na literatura, em Washington, Estados Unidos. Conversaram com os médicos norte americanos para buscar referência sobre tratamento – não havia. Muitos bebês morriam por complicações e sem o diagnóstico.
Foi então que, em conversa com os médicos curitibanos, o casal entendeu que não poderiam se socorrer à medicina. Não havia tratamento para a malformação de Antônio e a esperança era de que o corpo de Antônio, aos poucos, fosse se curando. Neste momento de muita provação, André e Fabiana ganharam forças – eis que Deus, novamente e sempre, era o caminho. Para o casal, o diagnóstico foi mais um momento de provação e de muita fé.
Agora, mesmo sendo grave o estado de saúde de Antônio, conheciam a causa, sabiam o que ele tinha. Acendeu-se uma luz, uma chama que iluminava a fé do casal. Dali para frente,
caberia a Antônio lutar por sua saúde e sua vida. Mas, claro, sempre acompanhado Daquele que o trouxe para o mundo e das intensas preces de seus pais, familiares e entes queridos. Ainda em Curitiba, Antônio foi extubado e retiraram os drenos. Com o passar dos dias, os derrames pleurais cessaram e o Antônio começou a apresentar quadro de melhora. Em seguida, foi a vez de retirar os sedativos. O pequeno guerreiro sofreu com a abstinência, afinal, ficou muito tempo sedado.
Antônio, desde o início de sua vida, foi alimentado por sondas. Com a sua melhora, passou a ser alimentado com mamadeira. Ele tinha fome, fome para crescer, fome para se fortalecer – fome para a vida, que o chamava cada vez mais fortemente. Cora das Lágrimas, um chamado de Nossa Senhora – Os pais sempre estiveram em oração pela família e, em especial, por Antônio. Faziam diversas orações, eram devotos, rezavam terços, mas por três vezes, Fabiana conversou com essas três pessoas que disseram que ela rezasse a oração da Coroa das Lágrimas. Uma dessas pessoas disse à Fabiana que com a oração da Coroa das Lágrimas, Fabiana obteria a graça esperada. As duas outras pessoas
deram-lhe terços.
Não foram meras coincidências que três pessoas se dirigiram especialmente à Fabiana para conversar sobre a Coroa das Lágrimas. São formas que Deus se mostra para quem tem fé e está atento aos chamados. Quem vê um pouquinho de Cristo no outro, está preparado para perceber quando Deus fala. Antônio começou a ganhar peso. O casal e o pequenino voltaram para Londrina, junto do sorriso de Marina.
Porém, algum tempo depois, Antônio começou a apresentar alterações no fígado. Em Curitiba, os médicos disseram que seriam complicações decorrentes do tempo de nutrição parenteral (por sonda) a que Antônio fora submetido. Antônio apresentou quadros recorrentes de febre e infecção. Fizeram exame e diagnosticaram cirrose hepática.
Novamente, os pais se colocaram para fazer de tudo e mais um pouco para que Antônio tivesse o tratamento que fosse necessário. Foram para São Paulo para conversar com
especialistas, que lhes disseram que Antônio precisaria de um transplante de fígado e, o pai, André, seria o compatível doador. Por alguns acasos da Divina Providência, durante uma viagem de um dia à São Paulo para conversa com os especialistas, Antônio, subitamente começou a apresentar febre, indicando novo quadro de infecção e precisou ser internado às pressas, na emergência. Os médicos informaram ao casal que precisariam antecipar o transplante do pequenino. A família recebeu toda a ajuda de parentes para que, enquanto Fabiana se dedicava aos cuidados de Antônio, seus familiares cuidavam de seu marido, André, e de sua primogênita, Marina. Foram dias muito intensos e de muita oração
Apesar da rejeição de seu organismo ao novo fígado, logo controlada com medicamentos, Antônio recuperou-se muito bem. O pequeno já havia sido batizado às pressas no hospital logo no seu nascimento. Os pais, porém, fizeram um novo batizado, dessa vez, na Igreja. Fabiana, inspirada nas orações que dedicou à Coroa das Lágrimas queria compartilhar sua experiência de fé presenteando os convidados para o batismo de Antônio com um terço da Coroa das Lágrimas, além da intenção de doar terços para outras pessoas. Mas em razão de vultuosas despesas hospitalares, não encontrou um orçamento praticável. Como Nossa Santa Mãe é perseverante, num dia que Fabiana estava para desistir dos terços
da Coroa das Lágrimas, bateu à porta da família um entregador que, “coincidentemente”, era um conhecido de Fabiana, de sua cidade natal. Ele tivera câncer no ano anterior e estava confeccionando nada mais, nada menos que terços.
O casal conseguiu presentear os convidados para o batismo com o terço da Coroa das Lágrimas. Hoje Antônio está com um ano e quatro meses de vida. Já deu seus primeiros passos de muitos que dará nessa caminhada que é a vida. Tantas provações, mas tantas graças foram alcançadas por essa família que tanto perseverou na fé e que estiveram dispostos a fazer o que Deus tinha para eles, independentemente de Sua decisão.
Sobre o poder e a riqueza da Coroa de Nossa Senhora das Lágrimas – a Irmã Amália de Jesus Flagelado, espanhola radicada nos anos de 1930 no Brasil, recebeu uma visão mística
da Coroa das Lágrimas, em 1930, quando a Santíssima Virgem Maria entregou o rosário (chamado por Ela de Coroa) à Irmã Amália e disse: “Este é o rosário de Minhas lágrimas que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. Ele também já lhe deu as orações. Meu Filho quer Me honrar especialmente com essas invocações e, além disso, Ele concederá todos os favores que forem pedidos pelos merecimentos de Minhas lágrimas. Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos possuídos pelo demônio.
Uma especial graça está reservada para o Instituto de Jesus Crucificado, principalmente a conversão de vários membros de uma parte dissidente da Igreja. Por meio deste rosário o demônio será derrotado e o poder do inferno destruído. Arme-se para a grande batalha”. Jesus Cristo prometeu: Todos aqueles que se propuserem a propagar as Lágrimas de Minha
Mãe, no Céu receberão uma alegria toda especial e louvarão todas as horas que passaram a divulgá-las”. “A difusão dessa riqueza das Lágrimas de Minha Mãe é de muita importância para Meu Coração porque Me vai dar milhões e milhões de almas!”
Bibliografia – http://www.nossasenhoradaslagrimas.com/br/irma-amalia/
