Sou Débora Maria, casada com Renan. Temos duas filhas: Laura, de 6 anos, e Julia Maria, com 1 ano e 5 meses. No dia 12 de janeiro, estava sozinha com as meninas, pois Renan estava trabalhando. Brincamos à tarde em uma piscininha e depois de brincar, entramos, troquei as meninas e coloquei um desenho para que assistissem enquanto eu ia ao banheiro e avisei à Laura que estava indo me trocar.

Infelizmente não  fechei a porta da cozinha, que dá acesso ao quintal e à piscina, enquanto estava no banheiro ouvi um barulho, chamei pelas meninas, mas estava tudo quieto na sala. Quando perguntei pela Julia, Laura respondeu que não sabia onde ela estava. Foi então que olhei para o fundo da casa, vi o cesto de brinquedos que havia deixado secando na estrutura ao redor da piscina e corri para lá.

Foi quando vi minha bebê flutuando na água, de costas para cima. Só consegui ter forças para tirá-la da piscina. Quando a peguei no colo, gritei por socorro. Meu vizinho Leacir, que é sargento do Corpo de Bombeiros apareceu rapidamente. Eu só conseguia orar e pedir a Deus por misericórdia, ajoelhada ao lado da minha filha, enquanto Leacir iniciava os procedimentos de resgate. Lisa trouxe uma imagem de Nossa Senhora e clamamos juntas pela vida de Julia. Leacir, após a primeira manobra de reanimação, pediu para Lisa ligar para o Siate. Antes mesmo da chegada da ambulância, por providência de Deus, Julia voltou a respirar, vomitou e começou a chorar intensamente.

Uma vizinha que havia vindo em nosso auxílio ligou para Renan, avisando que Julia já estava consciente. A chegada dos bombeiros foi rápida e, ao verificarem os sinais vitais, constatamos que seus batimentos e a oxigenação estavam restabelecidos. Quando ela foi colocada no meu colo, o médico já informou que ela estava fora de perigo e, ao ser estimulada, já respondia a todos.

Fomos encaminhados ao atendimento médico, onde realizaram exames de glicose, saturação e oxigenação. Foi feito um raio-x, e o pulmão dela estava limpo, sem nenhuma lesão. Não havia nem fraturas nas costelas, o que era uma preocupação devido à massagem cardíaca realizada. A pediatra nos tranquilizou, dizendo que Julia não apresentava nenhum sinal de sequelas ou risco neurológico, e não precisou de oxigênio. 

Enquanto estávamos na observação, esperando ser transferidas para o hospital infantil para passar a noite em observação, aconteceu algo muito especial. Ensinamos às meninas a pedir a bênção, e quando Julia viu a imagem de Nossa Senhora, ela fez o sinal da bênção com as mãos, olhando para cima. Ela apontou para o céu e fez o gesto da bênção, um momento de fé que me tocou profundamente.

Por isso, louvo e agradeço a infinita misericórdia de Deus e de Maria. Deus operou um milagre por meio das mãos de Leacir, que foi capacitado pelo Espírito Santo para salvar a vida de Julia, com a intercessão de Nossa Mãe Santíssima. Julia não tem nenhuma sequela e não desenvolveu trauma com a água. Louvamos a Deus  pois Ele está no controle de tudo e quando Ele opera um milagre, é completo.